GOVERNO E DIREÇÃO NACIONAL DA PSP TÊM DE PROVAR QUE ESTÃO COM OS POLÍCIAS

O Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP-PSP) exige que o Governo, através do Ministério da Administração Interna (MAI), e a Direção Nacional da PSP (DN/PSP), provem que estão com os homens e mulheres que integram as forças de segurança e tomem medidas urgentes e imediatas no sentido de estes verem rapidamente melhoradas as suas condições de trabalho e de vida. Só com pessoas motivadas é possível garantir bons resultados e, no caso concreto, a segurança de todos os portugueses. 

A reportagem emitida no passado domingo à noite pela TVI, intitulada “Encruzilhada” e integrada na rúbrica “Repórter TVI”, veio tornar público alguns dos graves problemas que todos os polícias conhecem e que o SPP tem vindo a denunciar nos locais próprios há vários anos: afastamento das famílias por largos anos, tendências suicidas e degradação das instalações.

Face ao quadro que agora passou a ser do conhecimento da maioria dos portugueses, o SPP entende que está na altura de a Direção Nacional e de o Ministério da Administração Interna passarem, definitivamente, das promessas e das palavras à ação.

Assim, exigimos, desde logo, que a DN/PSP proceda de imediato à regularização das transferências entre os diversos comandos e não continue a adiar para “amanhã” a resolução desta situação, que provoca enormes transtornos psicológicos aos polícias e às suas famílias, culminando, não raras vezes, em divórcios e suicídios.

Ao Ministério da Administração Interna, o SPP exige que torne público aquilo que pretende fazer para recuperar as inúmeras esquadras degradadas, muitas delas sem condições dignas de habitabilidade, existentes em todo o país, arquipélagos dos Açores e Madeira incluídos. Exigimos ainda ao MAI que divulgue em que ponto de situação se encontra o novo Plano Nacional de Prevenção dos Suicídios nas Forças de Segurança, uma vez que nada se sabe de concreto sobre o mesmo, apenas que vai navegando em “águas paradas” numa comissão da Assembleia da República. Acresce que qualquer plano a aprovar nesta matéria deve obrigatoriamente, em nosso entender, contar com a intervenção, em todas as suas fases, das estruturas sindicais, o que não está a acontecer.

Face à gravidade de tudo aquilo que foi tornado público, pergunta-se: afinal, o que pretende o Governo fazer em relação às Forças de Segurança?